NOTÍCIAS DA SEMANA

06 À 10 / 07 / 2020

Fábricas da VW na Alemanha encerram redução de jornada de trabalho.

As fábricas de veículos, comerciais leves e de componentes da Volkswagen encerraram desde o dia 1º de julho a redução de jornada de trabalho nas unidades de Brunswick, Chemnitz, Emden, Hannover, Kassel, Osnabrück, Salzgitter e Wolfsburg. As plantas de Dresden e Zwickau já haviam retomado a jornada integral há algumas semanas. Segundo a companhia, a retomada do horário integral nas linhas de montagem é possível graças à abertura de concessionárias e às ofertas de promoção de vendas, que ajudaram a desenvolver recentemente um bom volume dos pedidos. “No entanto, continua sendo extremamente difícil prever novos desenvolvimentos. Portanto, manteremos um olhar atento à situação, a fim de reagir de acordo com a demanda”, ressaltou Arne Meiswinkel, chefe do departamento de política e direção de RH do Grupo VW. Segundo Andreas Tostmann, membro do conselho de administração da marca Volkswagen e responsável por produção e logística, a companhia vai continuar a controlar a produção “exatamente de acordo com a evolução dos mercados e a demanda dos clientes". Com a retomada gradual, atualmente, a capacidade nas fábricas alemãs da VW está entre 75% e 95% em comparação com os níveis de produção pré-pandemia.

Fonte: www.automotivebusiness.com.br

Venda de motos fica abaixo das 46 mil unidades em junho.

Os licenciamentos de motos em junho somaram 45,9 mil unidades, revelando alta de 57% sobre maio como consequência da reabertura tanto de Detrans como de concessionárias em boa parte do País. Já a comparação com junho de 2019 indica queda de 42,7%. Os números foram divulgados pela Fenabrave, que reúne as associações de concessionários. A comparação com janeiro mostra como o setor está distante do ideal. O volume emplacado em junho foi a metade do que se teve no primeiro mês do ano (91,7 mil motos). Segundo a Fenabrave, entre os motivos para o fraco desempenho de junho está o desabastecimento da rede por causa do período de paralisação de parte das fábricas e também pelo ritmo mais lento adotado no retorno (como forma de prevenção à Covid-19). “Também faltaram peças para montagem. Com isso estão em falta modelos de baixa cilindrada, cuja demanda cresceu por causa do aumento da procura pelos serviços de entrega”, afirma Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. A maior fábrica de motos no País é a Honda, que detém 77% do mercado no acumulado do ano e ficou parada por dois meses em razão da quarentena. A falta de produtos também foi sentida pelos consorciados. As vendas no acumulado do ano somam 350,3 mil unidades, resultando em queda de 33,9% na comparação com o primeiro semestre de 2020. O volume para o período é semelhante ao de 20 anos atrás. Assim como fez para automóveis e veículos comerciais, a Fenabrave revisou suas projeções para motos. No começo do ano, antes da pandemia, a entidade havia projetado um mercado de 1,17 milhão de unidades e alta de 9% sobre 2019. A nova estimativa é de 692,1 mil motocicletas e queda de 35,8%.

Fonte: www.automotivebusiness.com.br

Junho aponta recuperação, mas 25% dos emplacamentos são de maio.

 

Os 132 mil emplacamentos de veículos leves e pesados registrados em junho, em alta de 113,6% sobre maio, trouxeram certo alento ao mercado, ainda que “cerca de 25% dos licenciamentos registrados sejam de vendas realizadas em maio, que não puderam ser concretizadas porque os Detrans estavam fechados”, segundo avalia Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, a federação dos concessionários que na quinta-feira, 2, divulgou seu balanço mensal do mercado com números consolidados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Ainda que os registros de junho tenham sido inflados por emplacamentos que estavam represados do mês anterior, Assumpção Jr. confia que o mês marca o início da retomada das vendas do setor, que deve se confirmar em julho e se estender pelo resto do ano. “Na comparação com maio, em junho observamos uma expressiva melhora, explicada pelo retorno das atividades dos Detrans e reabertura das concessionárias para vendas. Esperamos em julho volumes melhores, mas ainda falta previsibilidade, a retomada da produção foi muito lenta e algumas concessionárias ficaram pelo caminho”, afirmou Alarico Assumpção Jr. - PANDEMIA SEGURA CRESCIMENTO - Segundo o presidente da Fenabrave, existem algumas concessionárias entre as 7,3 mil registradas que fecharam as portas devido à crise, em quantidade não conhecida, porque muitas empresas ainda estão com o CNPJ ativo. Além do número menor de pontos de venda que emergirá da crise, outro fator que segura o reaquecimento do setor é o funcionamento apenas parcial de 30% das lojas no País, que abrem em dias alternados ou funcionam em horário reduzido, como acontece na cidade de São Paulo, o maior mercado nacional. “Perto de 70% das concessionárias já retomaram as atividades em todas as suas áreas de oito horas por dia, seguindo todos os protocolos de saúde, mas nas maiores praças a abertura é parcial, o que dificulta o fechamento de mais negócios”, aponta Assumpção Jr. De acordo com o dirigente, dois problemas continuam a afetar severamente o setor de distribuição de veículos no País: o primeiro é a falta de caixa combinada com a falta de crédito às empresas para atravessar o período de queda abrupta do faturamento causada pela pandemia. “Apesar das medidas do governo, o dinheiro ainda não chega na ponta de quem precisa”, afirma o presidente da Fenabrave. O outro problema é a falta de previsibilidade gerada pela pandemia, que impede o funcionamento regular de montadoras e concessionárias, além de reduzir a confiança do consumidor m comprar um bem de alto valor. “As fábricas voltaram a operar em ritmo lento, faltam peças para a produção, em alguns casos como caminhões extrapesados e motos de baixa cilindrada faltaram produtos para vender, não se sabe quando tudo poderá voltar a funcionar. Isso impede uma retomada mais vigorosa”, lamenta Assumpção Jr.

Fonte: www.automotivebusiness.com.br

Chevrolet lança loja pop-up digital para venda de seminovos.

 

A Chevrolet lançou o primeiro site integrado da sua área de seminovos multimarcas, o www.chevroletseminovos.com.br. Ele permanece no ar até 31 de julho e concentra oportunidades de compra de seminovos. Os veículos estão disponíveis nas concessionárias Chevrolet com condições de pagamento especiais, segundo a montadora. "Não é só o cliente do zero-quilômetro que está mais digital. Notamos nosso público buscando seminovos também para compra on-line, por isso trouxemos o conceito de loja pop-up para o digital”, afirma o diretor de marketing da Chevrolet, Hermann Mahnke. Segundo o executivo, serão 30 dias com condições especiais para veículos usados certificados, com baixa quilometragem, garantia de procedência e sem burocracia, com a documentação feita de maneira digital dentro das concessionárias Chevrolet. Entre as vantagens oferecidas há garantia até dois anos (seguro de proteção mecânica), planos sem entrada e taxas de juros a partir de 0,99%. Ainda de acordo com a fabricante, os veículos são revisados pela rede de revendas. Durante a quarentena a Chevrolet adotou outras ações on-line, como uma loja no Mercado Livre para impulsionar as vendas do novo SUV Tracker.
 

Fonte: www.automotivebusiness.com.br

Mercedes-Benz passa a produzir em dois turnos em São Bernardo do Campo.

  

A Mercedes-Benz retomou na quarta-feira, 1º, o segundo turno de produção de caminhões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) na quarta-feira, 1º de julho. Segundo a montadora, a medida serve para ampliar o distanciamento entre os colaboradores como forma de prevenção à Covid-19. A volta do primeiro turno ocorreu em 11 de maio. “Com essa programação teremos menos pessoas trabalhando por turno. Além disso, ajustamos temporariamente nosso volume de produção para atender pedidos específicos de clientes de caminhões”, diz o vice-presidente de recursos humanos para a América Latina, Fernando Garcia. Outra mudança ocorrida neste início de julho foi o retorno dos trabalhadores que estavam com os contratos suspensos desde o início de maio, enquanto outra parte da equipe trabalhava na fábrica. E aqueles que vinham trabalhando de maio até 30 de junho entraram agora em lay-off. Esse revezamento é parte de um acordo fechado entre a montadora e o sindicato dos metalúrgicos. Segundo a Mercedes-Benz, a maioria dos funcionários de setores administrativos permanece em trabalho remoto (home office). A produção da fábrica da Mercedes de Juiz de Fora (MG) permanece em um único turno e também com metade da equipe em lay-off. Lá ocorre a produção de cabines e do caminhão extrapesado Actros. Segundo a Mercedes, o agronegócio e também os segmentos de mineração, produtos químicos, gás, celulose, alimentos, bebidas e itens farmacêuticos têm gerado novos pedidos à empresa. A produção em dois turnos como forma de garantir distanciamento adequado entre os trabalhadores na linha de montagem já havia sido adotada pela Scania no fim de abril.

Fonte: www.automotivebusiness.com.br