CARCON NEWS

06/04/2020 | 1ª quinzena de Abril

Vendas despencam, Fenabrave fala em demissões e pede medidas.

Após a estagnação das vendas causada pelas medidas de isolamento social para conter a pandemia de coronavírus no País, a Fenabrave aponta para o provável cenário de demissões entre as 315 mil pessoas que trabalham nas 7,3 mil revendas integrantes do sistema de distribuição de veículos. A entidade que reúne os concessionários já encaminhou a diferentes esferas de governo e instituições financeiras uma série de pedidos de medidas para mitigar os efeitos da severa crise e evitar o colapso do setor. Após as medidas de quarentena para frear o contágio pela Covid-19, o movimento nas concessionárias de veículos caiu a quase zero e o movimento de emplacamentos diários, acima de 10 mil por dia útil nas primeiras duas semanas do mês, caíram abaixo de mil em boa parte dos dias da segunda quinzena do mês. Segundo dados do Renavam consolidados pela Fenabrave, em março foram emplacados no País 163,6 mil carros, utilitários leves, caminhões e ônibus, resultado que representa forte retração de 18,6% sobre fevereiro e de 21,8 na comparação com o mesmo mês de 2019. No acumulado do primeiro trimestre foram vendidos 558 mil veículos, em queda de 8% comparativamente a iguais três meses do ano passado. Já está certo que paralisação econômica causada pela pandemia deverá provocar forte retração das vendas de veículos no Brasil em 2020, mas a associação dos concessionários prefere esperar para refazer suas previsões, que no início do ano indicavam crescimento em torno de 9%. Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., ainda não é possível revisar as projeções do setor, em função da falta de previsibilidade de retorno do comércio e dos reais impactos ao final do período de quarentena. CONCESSIONÁRIAS PARADAS E DEMISSÕES À VISTA - Segundo Assumpção Jr., no mês de março todo o setor de distribuição oficial das montadoras foi drasticamente impactado pelas medidas de contenção da pandemia de coronavírus. Quase todas as 7,3 mil concessionárias do País foram obrigadas a fechar seus showrooms de vendas, apenas algumas oficinas permanecem abertas para atender caminhões, ambulâncias e outros veículos essenciais para serviços de primeira necessidade, como os ligados à saúde e alimentação. A situação deve persistir igual em abril e o dirigente alerta que já existe séria ameaça aos 315 mil empregos do setor. “Sabemos que a prioridade é a saúde da população, mas a continuar como está, em um mês de estagnação, cerca de 20% dos empregos do nosso setor podem ser comprometidos, pois os concessionários estão sem receita e têm despesas fixas. As concessionárias estão segurando a situação como podem, antecipando férias, utilizando banco de horas, mas chegará um momento em que isso não se sustentará”, alerta Alarico Assumpção Jr.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

Venda de motos tem queda amenizada por entregadores.

 

O setor de motos teve 75,3 mil unidades emplacadas, anotando pequena queda de 5,6% na comparação com fevereiro. A retração nas vendas esperada por causa do período de quarentena foi atenuada com o crescimento da procura de motocicletas para serviços de entrega. Já a média diária de emplacamentos baixou 23%, de 4,4 mil em fevereiro para 3,4 mil unidades em março. O acumulado do trimestre teve 246,8 mil unidades licenciadas, um recuo de 4,6% na comparação com iguais meses do ano passado. Segundo a Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários, este efeito delivery perderá força como consequência de concessionárias fechadas, fábricas de motos em férias coletivas e redução da oferta de crédito. HONDA TEVE QUEDA MENOR QUE A MÉDIA EM MARÇO - O volume de licenciamentos da Honda em março reforça a tese de que a procura de motos para serviços de entrega atenuou os efeitos da quarentena provocada pelo coronavírus. A Honda teve 60,3 mil motos emplacadas no mês, recuando apenas 2,7% em relação a fevereiro. A marca é a líder do segmento de motos, tem a maior rede (acima de mil concessionárias) e também a maior variedade de modelos. Somente da linha urbana CG 160 (a mais procurada para serviços de entrega) são quatro opções: Titan, Fan, Start e Cargo. Para a Yamaha, segunda colocada, as 10,3 mil motos emplacadas em março resultaram numa queda maior ante fevereiro, 17,3%. A empresa também tem motos urbanas adequadas ao motofrete (125 Factor, 150 Factor e 150 Fazer), mas sua rede é menor, por volta de 400 revendas.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

 

Vendas de importadores desabam e Abeifa teme pela sobrevivência dos associados.

 

Se a exponencial alta do dólar nos últimos meses já tinha retraído severamente a venda de veículos importados no mercado brasileiro, a chegada da pandemia de coronavírus tornou os negócios ainda mais difíceis. As 15 marcas filiadas à Abeifa, entidade que reúne importadores e fabricantes com algumas operações de montagem no País, registraram apenas 2.090 emplacamentos em março (1,34% do total de carros vendidos no Brasil), número que representa expressivas quedas de 21,7% em relação a fevereiro passado e de 17,2% ante o mesmo mês de 2019. A Abeifa divulgou os números de seus associados na quinta-feira, 2, destacando que o total de veículos vendidos em março faz o setor regredir a patamares de abril de 2017, período ainda sob a regulação do Inovar-Auto, que aplicava 30 pontos adicionais de IPI a carros importados acima de uma cota máxima de 4,3 mil unidades por importador. Com os resultados do mês passado, os importadores associados à Abeifa somaram vendas de 7.165 modelos importados no primeiro trimestre de 2020, o que representa retração de 4,4%: comparativamente aos mesmo três meses de 2019. “Com a valorização do dólar de 30,7%, somente no período de 2 de janeiro de 2020 ao dia de ontem (1º de abril), o setor de veículos importados esforçou-se ao máximo em manter os preços estáveis em reais. Por isso nos dois primeiros meses do ano obtivemos um resultado positivo. No entanto, com a declaração oficial da OMS, no dia 11 de março, de pandemia do coronavírus, aliada à desvalorização cambial, as nossas vendas caíram drasticamente”, lamenta João Henrique Garbin de Oliveira, presidente da Abeifa. “Diante do cenário de desaceleração da economia brasileira e mundial nos próximos meses, a Abeifa está preocupada com a sobrevivência dos importadores e sua rede de concessionárias. Se confirmadas as projeções de queda nas vendas de automóveis novos este ano da ordem de 40%, como indicam altos executivos de montadoras locais, corremos sério risco também de inviabilizar unidades produtivas”, afirma João Oliveira. Para amenizar a situação, o presidente da Abeifa defende que o governo federal atenda o mais rápido possível o pleito dos importadores de reduzir dos atuais 35% para 20% a alíquota do imposto de importação de veículos. Oliveira avalia que a medida pode “reanimar o setor, evitar o fechamento de concessionárias e, consequentemente, impedir a dispensa de parte dos 13,5 mil trabalhadores”. Segundo a Abeifa, as 413 concessionárias que compõem as redes autorizadas da 15 marcas associadas estão operando conforme orientações técnicas da OMS e das autoridades brasileiras. As áreas comerciais têm procurado atender os seus clientes por meio de plataformas digitais e os prazos de revisões programadas foram estendidos. No trimestre, apenas três das 15 marcas de carros importados pelos sócios da Abeifa registraram crescimento de vendas: BMW +22,6%, Land Rover +53,1% e Porsche com expressivo avanço de 116,7%. Todas as demais marca apuram queda nos emplacamentos.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

Vendas de caminhões recuam 5,6% no primeiro trimestre.

 

O mercado de caminhões até que começou bem o ano, registrando aumento das vendas em janeiro, mas em fevereiro, por causa do menor número de dias úteis, o volume de vendas foi menor. Contudo, em março, quando o segmento tinha tudo para voltar a registrar número elevado de vendas, a paralisação quase que total da rede de concessionárias no Brasil, seguindo orientações de autoridades públicas para evitar a propagação do novo coronavírus, gerou queda generalizada dos emplacamentos no segmento de veículos pesados, de acordo com o balanço divulgado na quinta-feira, 2, pela Fenabrave. No primeiro trimestre, as vendas de caminhões diminuíram 5,6% quando comparadas com o mesmo período do ano passado. Na soma dos três meses acumulados, o volume de emplacamentos ficou em pouco mais de 20,1 mil unidades contra as 21,3 mil registradas há um ano. O desempenho das vendas de março indica leve queda de 0,37% contra o resultado de fevereiro. No total, foram emplacados quase 6,5 mil caminhões no mês passado. Este volume representou uma retração ainda maior com relação a março de 2019, de 15%, quando foram vendidos pouco mais de 7,6 mil caminhões. Segundo a Fenabrave, diante do cenário atual, ainda não é possível revisar as projeções do setor para 2020, principalmente pela falta de previsibilidade relacionada ao retorno do comércio e dos reais impactos da pandemia na economia. ÔNIBUS - Para o mercado de ônibus, a situação não é diferente com o segmento registrando queda generalizada nos volumes de vendas. Os concessionários apontam que de janeiro a março o número de emplacamentos somou pouco mais de 5,2 mil unidades, uma queda de 14,5% contra o primeiro trimestre do ano passado. Os números isolados de março mostram que foram licenciados menos de 1,3 mil chassis de ônibus, o que representou retração de 29,6% sobre fevereiro, quando o mercado emplacou mais de 1,8 mil unidades. Já na comparação com março de 2019, o volume de março deste ano ficou 35% abaixo.
 

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

 

Na Argentina, montadoras mergulham em precipício.

 

A pandemia de coronavírus agrava consideravelmente a crise econômica que a Argentina enfrenta há quase três anos, puxando para níveis ainda mais baixos o desempenho da indústria automotiva no país. Após a paralisação total de atividades nas duas últimas semanas para conter a disseminação da Covid-19, as montadoras instaladas registram quedas acentuadas de produção, exportação e vendas internas. Com apenas 14 dias trabalhados, as fábricas de veículos na Argentina produziram apenas 19.164 veículos em março, número que representa expressiva retração de 26,7% sobre fevereiro e de 34,4% na comparação com o mesmo mês de 2019 – que já registrava queda sobre o ano anterior. No acumulado dos três primeiros meses de 2020 as montadoras somaram 65.980 unidades fabricadas, em contração de 14% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 3, pela Adefa, a associação que reúne as fabricantes instaladas no país. Segundo avalia a Adefa, a paralisação total das atividades, embora necessária, coloca indústria automotiva argentina, que já atravessa situação crítica há alguns anos, em situação ainda mais difícil, que gera preocupação em toda sua cadeia de valor. A associação destaca que desde o primeiro dia de agravamento da crise vem buscando com governos, fornecedores e outras entidades industriais mecanismos para mitigar o impacto da pandemia e proteger sua força de trabalho, para que as fábricas possam retomar as operações sem obstáculos após o período de quarentena preventiva obrigatória. VENDAS DESPENCAM DENTRO E FORA DA ARGENTINA - A pandemia acentua a contração de vendas dentro e fora da Argentina. Apenas 13.928 veículos foram exportados em março, em baixa de 23% sobre fevereiro e de 34% comparativamente ao mesmo mês de 2019. Como o mercado automotivo brasileiro, maior comprador de carros argentinos, também está parado, a perspectiva é que em abril as exportações argentinas continuem em queda livre. No primeiro trimestre as exportações argentinas de veículos somaram 40.734 unidades, em recuo de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas internas, que caem por quase três anos seguidos, registraram desempenho ainda pior. As montadoras faturaram às concessionárias na Argentina 18.922 veículos em março, em queda de 30,4% ante fevereiro e de 44% na comparação com igual mês de 2019. Dee janeiro a março as vendas no atacado somam 71.840 unidades, registrando retração de 23,7% sobre os mesmos três meses do ano passado.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)