CARCON NEWS

06/07/2020 | 1ª quinzena de Julho

Fenabrave prevê ano melhor do que a Anfavea.

Depois da associação dos fabricantes, a Anfavea, divulgar sua primeira projeção para o mercado indicando tombo de 40% nas vendas de veículos leves e pesados este ano, que totalizariam 1,67 milhão de unidades, foi a vez da federação dos concessionários, a Fenabrave, revelar a sua previsão, um pouco mais otimista do que a das montadoras. A entidade estima a venda de 1,77 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2020, o que resultará em retração de 36,6% sobre 2019. A Fenabrave projeta um ano melhor do que a Anfavea em todos os segmentos do mercado nacional de veículos. No recorte da maior porção das vendas, de automóveis e comerciais leves, a associação dos concessionários prevê o total de 1,67 milhão de emplacamentos no todo, em queda de 37% sobre 2019. Para o mesmo período a projeção da Anfavea é de 70 mil unidades a menos, 1,6 milhão, retração de 40% na comparação com o ano passado. Para o mercado de caminhões, no qual já existe falta de modelos extrapesados com capacidade de carga acima de 30 toneladas, com pedidos que só serão atendidos em outubro, a projeção da Fenabrave é de 82.854 veículos vendidos até o ano, o que representará recuo de 18,6%, bem menor do que a contração de 36% projetada pela Anfavea, que espera a venda de apenas 65 mil caminhões em 2020. Nas vendas de ônibus, até aqui as mais afetadas pela crise, a discrepância de expectativas entre as duas entidades também é grande. A Anfavea espera a comercialização de apenas 10 mil unidades este ano, o que representam forte retração de 52% sobre o ano anterior. Já a Fenabrave projeta 16.554 emplacamentos de ônibus em 2020, em queda de 39% sobre os números da própria entidade em 2019. Neste segmento, as associações têm contagens diferentes, uma focada nos chassis pesados e não encarroçados vendidos pelas montadoras, outra nas vendas de todos os veículos classificados como ônibus. “Começamos o ano com expectativa de alta geral do mercado de 9% a 10%, mas a pandemia reverteu tudo para um ano de queda expressiva e generalizada do mercado. Nossas novas projeções revelam isso, mas ainda falta previsibilidade e os números ainda podem mudar”, afirmou Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

Junho aponta recuperação, mas 25% dos emplacamentos são de maio.

Os 132 mil emplacamentos de veículos leves e pesados registrados em junho, em alta de 113,6% sobre maio, trouxeram certo alento ao mercado, ainda que “cerca de 25% dos licenciamentos registrados sejam de vendas realizadas em maio, que não puderam ser concretizadas porque os Detrans estavam fechados”, segundo avalia Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, a federação dos concessionários que na quinta-feira, 2, divulgou seu balanço mensal do mercado com números consolidados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Ainda que os registros de junho tenham sido inflados por emplacamentos que estavam represados do mês anterior, Assumpção Jr. confia que o mês marca o início da retomada das vendas do setor, que deve se confirmar em julho e se estender pelo resto do ano. “Na comparação com maio, em junho observamos uma expressiva melhora, explicada pelo retorno das atividades dos Detrans e reabertura das concessionárias para vendas. Esperamos em julho volumes melhores, mas ainda falta previsibilidade, a retomada da produção foi muito lenta e algumas concessionárias ficaram pelo caminho”, afirmou Alarico Assumpção Jr. - PANDEMIA SEGURA CRESCIMENTO - Segundo o presidente da Fenabrave, existem algumas concessionárias entre as 7,3 mil registradas que fecharam as portas devido à crise, em quantidade não conhecida, porque muitas empresas ainda estão com o CNPJ ativo. Além do número menor de pontos de venda que emergirá da crise, outro fator que segura o reaquecimento do setor é o funcionamento apenas parcial de 30% das lojas no País, que abrem em dias alternados ou funcionam em horário reduzido, como acontece na cidade de São Paulo, o maior mercado nacional. “Perto de 70% das concessionárias já retomaram as atividades em todas as suas áreas de oito horas por dia, seguindo todos os protocolos de saúde, mas nas maiores praças a abertura é parcial, o que dificulta o fechamento de mais negócios”, aponta Assumpção Jr. De acordo com o dirigente, dois problemas continuam a afetar severamente o setor de distribuição de veículos no País: o primeiro é a falta de caixa combinada com a falta de crédito às empresas para atravessar o período de queda abrupta do faturamento causada pela pandemia. “Apesar das medidas do governo, o dinheiro ainda não chega na ponta de quem precisa”, afirma o presidente da Fenabrave. O outro problema é a falta de previsibilidade gerada pela pandemia, que impede o funcionamento regular de montadoras e concessionárias, além de reduzir a confiança do consumidor m comprar um bem de alto valor. “As fábricas voltaram a operar em ritmo lento, faltam peças para a produção, em alguns casos como caminhões extrapesados e motos de baixa cilindrada faltaram produtos para vender, não se sabe quando tudo poderá voltar a funcionar. Isso impede uma retomada mais vigorosa”, lamenta Assumpção Jr.

 

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

 

Importadores da Abeifa também têm crescimento atípico em junho.

Os emplacamentos de veículos importados das 15 marcas associadas à Abeifa, que reúne importadoras e fabricantes, também apresentaram crescimento atípico em junho, inflado pelo represamento de licenciamentos de meses anteriores, não realizados por causa do fechamento da maior parte dos Detrans no País. Com isso, as associadas registraram 2.551 carros emplacados no mês, em alta fora da curva de 155% sobre maio. A retomada dos emplacamentos nos Detrans, incluindo o de São Paulo, maior mercado do país, também atenuou bastante a queda em relação a junho de 2019, de apenas 4,7%. No acumulado do primeiro semestre, no entanto, os impactos da pandemia e da desvalorização do real são melhor percebidos: os 11.473 automóveis importados vendidos pelos associados da Abeifa representam retração de 29,2% sobre o mesmo período do ano passado – ainda assim, a variação porcentual negativa é bem melhor do que a média do mercado de veículos leves, que caiu 38% na primeira metade de 2020. Entre as associadas à Abeifa que também têm produção nacional, BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki, o desempenho conjunto também é melhor do que a média do mercado. Em junho as quatro emplacaram 2.139 carros fabricados localmente, em crescimento igualmente atípico de 158,6% sobre maio. Na comparação com o mesmo mês de 2019, o resultado representa queda de 16,6%. Em seis meses, com a venda de 11.812 veículos montados no Brasil, essas empresas anotaram queda de 18,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Por ter sido um mês atípico, por conta da inclusão de licenciamentos pendentes nos meses de abril e de maio, junho não reflete o comportamento real de venda do setor. Por isso, até que os Detrans voltem a funcionar em sua plenitude, vamos analisar o mercado com muita cautela. O setor continua sob pressão da crise ocasionada pela pandemia e pelo real desvalorizado na renovação dos próximos lotes de carros importados”, explica João Henrique Oliveira, presidente da Abeifa.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

Na Argentina indústria volta a elevar produção.

 

Com os números fechados de junho, a associação dos fabricantes de veículos na Argentina, a Adefa, divulgou balanço que aponta para retomada de crescimento de produção, vendas domésticas e exportações – embora todos os volumes ainda estejam bastante abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, quando o mercado argentino já atravessava severa recessão econômica. Após produzir nenhum veículo em abril e apenas 4.802 em maio, as fábricas na Argentina montaram 15.657 unidades em 21 dias úteis de trabalho em junho, uma alta de 226,1% sobre o mês anterior, mas 34,5% abaixo do volume produzido em junho de 2019. No acumulado de seis meses a indústria automobilística argentina soma a produção de 86.439 veículos, em baixa de 46,4 % ante igual período do ano passado. Daniel Herrero, que em 1º de julho assumiu a presidência da Adefa (no lugar de Gabriel López que se aposentou), avalia que o setor entrou na rota de uma recuperação moderada após a autorização do Ministério do Desenvolvimento Produtivo para a reabertura das fábricas de veículos na Argentina, em uma nova etapa do programa de Isolamento Social Preventivo e Obrigatório (Aspo, na sigla em espanhol), implementado pelo governo argentino em março para conter a disseminação da pandemia de coronavírus no país. “Gradualmente vamos recuperando o ritmo, mas estamos conscientes que demandará bastante tempo para retornar aos volumes anteriores”, disse Daniel Herrero. - EXPORTAÇÃO E VENDAS SEGUEM RETRAÍDAS - Os fabricantes de veículos na Argentina exportaram 6.875 veículos em junho, o que representou alta de 113% sobre maio, mas retração de 60,5% na comparação com o mesmo mês de um ano antes. No semestre, as vendas externas somaram 53.223 unidades, em queda também expressiva de 50,6% sobre os primeiros seis meses de 2019. Já as vendas no atacado dos fabricantes aos concessionários totalizaram 23.773 unidades em junho e cresceram 18,7% ante o movimento de maio. Na comparação com o mesmo mês de 2019, houve contração de 34,9%. Em seis meses foram enviados 123.158 veículos às lojas, o que representou baixa de 34,2% sobre o primeiro semestre do ano anterior. Herrero defendeu a retomada da agenda de discussões dos fabricantes com o governo argentino, para fazer avançar a projeto de lei que declara o setor como estratégico para o país. “Precisamos assentar as bases para o futuro de nossa atividade diante dos desafios de transformação que temos adiante, ainda mais neste novo contexto que começa a se desenhar de início de recuperação e superação dos efeitos da pandemia”, disse o dirigente.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

Caminhões somam 8,8 mil unidades em junho, melhor resultado de 2020.

 

 Com a reabertura dos Detrans em diferentes praças do País, os caminhões emplacados em junho somaram 8,8 mil unidades (melhor resultado mensal de 2020), registrando alta de 12,3% sobre o mesmo mês de 2019. Na comparação com maio de 2020 o crescimento foi de 85%. Segundo a Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários, o resultado mensal só não foi melhor pela falta de alguns modelos em estoque. “Faltam caminhões com capacidade de carga acima de 30 toneladas para o agronegócio. Só conseguiremos entregar em outubro os pedidos feitos agora. As fábricas estavam paradas e também faltaram componentes de fornecedores que igualmente haviam parado”, afirma o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. No acumulado do primeiro semestre foram licenciados 37,6 mil caminhões, resultando em queda de 19,7% ante o mesmo período do ano passado. Com a recuperação dos emplacamentos em junho, a Fenabrave decidiu revisar suas projeções para 2020 e prevê que até o fim do ano sejam licenciados 82,8 mil caminhões, resultando em queda de 18,6%. Antes da crise provocada pelo coronavírus, a projeção era de alta de 24% e 126,1 mil unidades licenciadas. - RECUPERAÇÃO MENOR PARA ÔNIBUS - O total de ônibus emplacados em junho foi de 1,3 mil unidades, anotando alta de 58% sobre maio, mas a comparação com junho de 2019 revela queda expressiva, 34,1%. O setor foi o mais afetado porque todos os segmentos de vendas tiveram retração por causa da Covid-19: turismo, transporte rodoviário e transporte urbano. O acumulado do semestre teve apenas 7,9 mil ônibus licenciados, resultando em queda e 36,5% pela comparação com igual período de 2019. No início do ano a Fenabrave projetava 31,5 mil ônibus licenciados no País e alta de 16% sobre 2019. A nova previsão é de queda de 39,1%, com apenas 16,5 mil unidades licenciadas em todo o ano de 2020. A entidade revisou todas as projeções para 2020. 

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)