CARCON NEWS

06/12/2019 | 1ª quinzena de Dezembro

Importados pela Abeifa acumulam queda de 8,7%.

 

A venda de veículos importados trazidos pelos associados à Abeifa (entidade que reúne importadores e fabricantes) somou em novembro 2,8 mil unidades, anotando queda de 18,8% em relação a outubro, que teve três dias úteis a mais. No acumulado do ano foram 31,2 mil veículos, volume 8,7% mais baixo que o anotado nos mesmos 11 meses do ano passado, de acordo com a associação dos importadores. A entidade vive um momento difícil em razão da desvalorização do real. As vendas da JAC Motors nestes 11 meses ficaram abaixo de 1,9 mil unidades, registrando queda de 48,7% ante iguais meses de 2018. A associada com maior volume de vendas é a Kia Motors, que teve 8,6 mil licenciamentos, mas anotou queda de 19,9%. A alta do dólar também prejudica a importação de componentes para nacionalização dos veículos. Das quatro associadas com fábrica no Brasil – BMW, Land Rover, Suzuki e Caoa Chery –, somente esta última registrou crescimento nas vendas de seus produtos nacionais. A queda mais expressiva, de 37,2%, ocorreu na venda dos Land Rover montados no Brasil (2,5 mil carros até novembro de 2019, ante 4 mil em igual período do ano passado). O motivo foi a diminuição gradativa da produção local do Evoque, substituído pelo modelo importado. A montagem na fábrica de Itatiaia (RJ) se concentra agora no Discovery Sport “A permanência do dólar acima de R$ 4 tem agitado o mercado interno, mas o impacto mais devastador tem sido para o setor de importação de veículos, pois ainda pagamos os 35% do Imposto de Importação, o maior porcentual permitido pela Organização Mundial do Comércio”, lamenta o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini. A soma dos importados e nacionais emplacados pelas associadas até novembro alcançou 60,7 mil veículos, resultando em alta de 9,5% sobre iguais meses do ano passado. As marcas que mais contribuíram com esse crescimento foram Caoa Chery, Volvo Cars e BMW. Esta, apesar do recuo de 5,3% em seus modelos nacionais, cresceu 73,1% nos importados (4,3 mil unidades emplacadas até novembro).

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

Exportações têm queda de 33,2% até novembro, registra Anfavea.

 

As exportações de veículos atingiram no acumulado do ano até novembro queda de 33,2% com relação ao volume embarcado em mesmo período do ano passado, ao totalizar 399,1 mil unidades, entre leves e pesados, de acordo com balanço divulgado pela Anfavea na quinta-feira, 5. O índice de retração é exatamente o mesmo previsto pela entidade para a queda das exportações para este ano com relação a 2018 com 420 mil veículos embarcados. O volume embarcado em novembro foi o segundo pior do ano, com 31,7 mil unidades vendidas para fora do Brasil, perdendo apenas para outubro, quando as exportações pararam em 30 mil. Segundo a Anfavea, a crise argentina continua sendo o fator principal para a forte retração das exportações. Segundo o presidente da Anfavea, Luis Carlos de Moraes, para lá, o País enviará apenas 420 mil unidades este ano, representando pouco mais de 50% do total exportado; em anos não muito distantes, a Argentina chegou a responder por 70% do total das exportações brasileiras. Com isso, embora não adiante as projeções para 2020, Moraes indica que não vê um crescimento forte das exportações no curto prazo. Além da Argentina, o executivo diz que outros mercados relevantes da América Latina têm sido tema de preocupações para a entidade, como Chile, Colômbia, Peru e Equador, não só pela oscilação da demanda nesses países, mas pelas ocorrências de crises internas, principalmente a mais recente do Chile, com manifestações nas ruas. “Quando tem distúrbios dessa magnitude, isso inibe o consumo, as pessoas têm medo de sair na rua, e isso acaba afetando o PIB”, comenta o presidente da Anfavea. “Ainda não tem impacto [nas exportações], mas estamos olhando o tema com atenção”, conclui. Contudo, se os conflitos continuarem, Moraes indica que isto poderá afetar os negócios de exportação de caminhões e ônibus. Por outro lado, diz que o Brasil continua o debate com o Peru visando um acordo comercial. “É menor que a Argentina, mas também importante. Estamos tentando junto ao governo um acordo para tentar estimular e permitir a exportação de usados para o Paraguai, que é um grande consumidor desse produto”. Segundo ele, o país vizinho consome algo em torno de 70 mil veículos usados por ano vindo de outros países.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

 

Anfavea vê com otimismo intenção de compra de veículos em 2020.

 

Uma pesquisa encomendada pela Anfavea ao Webmotors, plataforma de compra e venda de veículos, resultou em bons indicadores na intenção de compra dos consumidores. “A conclusão é positiva, indica um bom número de intenção de compra para 2020 e é um sinal que confirma que o ano que vem será melhor”, comenta o presidente da Anfavea, Luis Carlos de Moraes ao apresentar os resultados do estudo realizado em novembro com pouco mais de 6,7 mil usuários do aplicativo. A consulta mostrou que 88% dos entrevistados manifestaram intenção em trocar de carro no ano que vem, o que pode não ser necessariamente um carro novo. Cerca de 80% dos que querem comprar carro pretendem escolher um usado e 20% um zero-quilômetro. Entre a parcela de 21% dos que responderam e não possuem automóvel, 93% deles estão considerando comprar um modelo em 2020. O estudo mostrou ainda que 70% dos que querem trocar de carro em 2020 devem fazê-lo ainda no primeiro semestre. “Obviamente a amostragem foi feita com um público que trafega por um portal de compra e venda de veículos, mas todos os indicadores são muito positivos, revelando que muita gente que adiou a compra por conta da crise vai realizar sua intenção em 2020”, destaca Moraes. O presidente da Anfavea confirma com a pesquisa o viés positivo esperado pelas fabricantes em 2020. Embora só vá divulgar a previsão do ano em janeiro, o executivo adianta que espera um ano melhor do que 2019. Alguns indicadores baseiam a estimativa da entidade, que prevê um cenário mais promissor em 2020, como juros em queda, oferta crescente de crédito, investimentos em infraestrutura, retomada do emprego, programa de privatizações, retomada do mercado imobiliário, melhor gestão orçamentária e continuidade das reformas. “Sendo factual, estamos trabalhando com um crescimento do PIB entre 2% e 2,5% para 2020; não é um grande avanço, mas ajuda o setor”, diz Moraes. Dado o cenário, a indústria não verbaliza, mas a intenção no curto prazo é chegar aos 3 milhões de veículos vendidos – talvez ele possa ser alcançado em 2020. Neste ano, o volume de vendas será de 2,8 milhões de veículos, entre leves e pesados, significando crescimento de 9,1% sobre 2018. Até novembro, os emplacamentos somaram 2,52 milhões, alta de 8,3% sobre os 2,33 milhões vendidos entre janeiro e novembro de 2018. Em novembro, embora a indústria tenha anotado queda das vendas com relação a outubro, por causa do menor número de dias úteis, registrou a melhor média diária desde 2014: foram licenciados 12.344 veículos em cada um dos vinte dias úteis do mês passado.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

 

Produção até novembro confirma previsão da Anfavea para 2019.

 

Embora o ritmo das linhas tenha crescido entre outubro e novembro, principalmente para recompor os estoques visando as vendas de fim de ano, o último bimestre é marcado por meses com menos dias úteis – novembro e dezembro carregam vários feriados – e com as festas de fim de ano, as linhas de produção costumam fazer paradas técnicas e conceder férias coletivas. No entanto, a queda das exportações é o que realmente afetou o ritmo das linhas de montagem ao longo do ano e o que motivou a Anfavea a rever seus números em outubro: a indústria agora prevê a produção de 2,94 milhões de veículos até o fim de dezembro, o que se confirmado, representará leve aumento de 2,1% sobre 2018. Segundo o presidente da Anfavea, Luis Carlos de Moraes, a indústria vê com otimismo o cenário para 2020 no que diz respeito ao mercado interno, mas continuará monitorando os demais mercados da América do Sul, principalmente a Argentina, cuja crise impulsionou a queda das exportações de veículos feitos no Brasil. “A Argentina impactou dramaticamente nossas exportações e isso afetou a produção das fábricas”, aponta o presidente da Anfavea. O executivo informa que as fabricantes só vão apresentar suas estimativas para 2020 no início de janeiro, quando apresentará o balanço de 2019.
 

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)

 

Venda de caminhões é a melhor em 5 ano.

 

Os resultados do acumulado até novembro mostram uma recuperação consistente no mercado interno de caminhões. As vendas totais no período somam 92,7 mil unidades e alta de 35% sobre iguais meses de 2018. Foi o melhor acumulado para os 11 meses desde 2014 e novembro registrou a melhor média diária (453 unidades) também desde aquele ano. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). “A retomada dos caminhões não está mais concentrada nos pesados por causa do agronegócio. Agora ela ocorre nos semipesados e médios também”, ressalta o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini. “Temos as vendas no varejo aparentemente puxando outros segmentos e a construção civil favorecendo a venda de semipesados”, afirma Bonini, referindo-se ao aquecimento do mercado imobiliário e também à retomada de obras de infraestrutura. A alta no segmento pesado ainda é a mais expressiva. Até novembro foram entregues 47,4 mil unidades, 53,1% a mais que em iguais meses do ano passado. Em seguida vêm os caminhões médios, com 9,3 mil unidades no período e acréscimo de 34,1%. Os semipesados, 21,3 mil, anotaram alta de 32,4%. Os semileves, 4,5 mil, tiveram acréscimo de 19%. O único segmento com queda (-3,3%) foi o de leves, com 10,2 mil licenciamentos nos 11 meses. A Anfavea acredita em novo crescimento em 2020, que deve ocorrer em medida semelhante para todos os segmentos. ALTA IMPORTANTE EM PRODUÇÃO - A produção de caminhões também foi a melhor no acumulado até novembro desde 2014. Nos 11 meses foram montadas 107,5 mil unidades. A alta anotada é de 9,5%, claramente puxada pelo mercado interno, já que as vendas externas despencaram. Mais da metade dos caminhões fabricados (58,7 mil unidades) pertence ao segmento pesado. EXPORTAÇÃO RECUA 46,7% - Até novembro o Brasil exportou 12,6 mil caminhões, volume 46,7% menor que o anotado em iguais meses de 2018. O motivo é conhecido, a retração no mercado argentino. O país vizinho responde por mais de 50% dos embarques brasileiros. Por segmento, a maior queda (60,6%) ocorreu nos semipesados, que tiveram apenas 3,3 mil unidades exportadas em 11 meses. VENDA DE ÔNIBUS ANOTA ALTA PRÓXIMA A 40% - Os licenciamentos de novos ônibus no acumulado até novembro somaram 19 mil unidades, volume 39,6% mais alto que em iguais meses do ano passado. Assim como ocorreu para veículos leves e caminhões, a venda de ônibus também teve o melhor acumulado desde 2014. A maior parte das vendas se concentrou em renovações de frota de grandes cidades, mas as empresas de transporte rodoviário também investiram este ano e contribuíram para o crescimento. A produção somou no período de 11 meses 26,5 mil unidades, registrando pequena queda de 3,5%. EXPORTAÇÕES EM RISCO PARA 2020 - Nestes 11 meses o Brasil enviou ao exterior 6,4 mil ônibus, registrando queda de 22,7% ante iguais meses do ano passado. A Anfavea vê com preocupação os conflitos recentes em países como Chile e Colômbia, mercados tradicionais dos ônibus brasileiros. “Ainda não houve reflexos, mas isso pode afetar futuras vendas”, reconhece o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes. Estes e outros mercados da região (como Peru, Equador e Venezuela) poderiam compensar em parte a retração na Argentina. Até o fim do ano o Brasil deve exportar 20 mil veículos pesados (na soma de caminhões e ônibus), anotando queda de 40,7% em relação a 2018.

(Fonte: www.automotivebusiness.com.br)